POLÍTICA NACIONAL

Audiência na Câmara discute regras para compromissos sustentáveis de empresas

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A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados discute nesta quinta-feira (28) compromissos sustentáveis e de bem-estar animal. O debate atende a pedido do deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ) e está marcado para as 10 horas, no plenário 8.

A audiência será interativa; veja quem foi convidado e envie suas perguntas.

O parlamentar afirma que a adoção de compromissos públicos de sustentabilidade e de bem-estar animal tem sido, cada vez mais, utilizada por empresas e certificadoras no Brasil. Essas informações aparecem em embalagens e em meios de comunicação.

Greenwashing
“Rótulos como ‘empresa amiga do meio ambiente’, ‘amiga das águas’, ‘ovos livres de gaiola’ têm se tornado cada vez mais comuns nas gôndolas, redes sociais e publicidades”, afirma Ribeiro, ressaltando que essa informação impacta a decisão do consumidor.

“Porém, há poucas garantias de transparência e fiscalização nesse assunto”, alerta o deputado. “O avanço de compromissos ambientais, com emissões, boas práticas e bem-estar animal é importante, mas de forma transparente à sociedade e controlada, minimamente, por políticas e ações governamentais”, disse.

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Aureo Ribeiro afirma que, atualmente, há um interesse internacional crescente em regulamentar o chamado greenwashing, estratégia enganosa de marketingusada por empresas para parecerem mais sustentáveis do que realmente são.

Virada Parlamentar Sustentável
A audiência desta quinta faz parte da Virada Parlamentar Sustentável, que consiste em uma série de eventos com enfoque ambiental que acontece no Congresso Nacional ao longo deste ano. O objetivo é ampliar a discussão legislativa sobre pautas que envolvem meio ambiente e direito dos animais.

Da Redação – ND

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Big techs deverão comunicar retirada de conteúdo sem ordem judicial, aprova CDH

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A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou nesta quarta-feira (17) projeto que obriga provedores de internet a informar sempre que retirarem conteúdo da rede sem ordem judicial. O texto altera o Marco Civil da Internet (Lei 12.965, de 2014) para criar mecanismos de transparência nos casos em que provedores tornarem indisponível conteúdo publicado na internet sem determinação da justiça. 

Apresentado pelo senador Esperidião Amin (PP-SC), o PL 3.283/2025 recebeu voto favorável do relator, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O texto foi lido na reunião pela presidente da CDH, senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

Conforme o projeto, os plataformas na internet terão até 24 horas para comunicar a exclusão de conteúdo ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e ao Congresso Nacional, por meio da Comissão Mista de Controle Externo da Atividade de Inteligência (CCAI). 

A proposição também estabelece que a comunicação obrigatória não se aplica a casos de remoções automáticas voltadas ao combate de mensagens indesejadas em massa, programas maliciosos, tentativas de enganar o usuário para obtenção de dados, fraude, violação de direitos autorais ou outras atividades de abuso técnico da plataforma. 

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O PL 3.283/2025 foi apresentado após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que declarou parcialmente inconstitucional o item do Marco Civil da Internet sobre a responsabilização de provedores por conteúdos publicados por terceiros. Na opinião de Esperidião Amin, a decisão abriu espaço para que plataformas digitais removam conteúdo sem controle judicial direto, “o que poderia gerar risco de abusos e censura”. 

Flávio Bolsonaro apresentou emenda para incluir o Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional (CCS) entre os órgãos que devem receber a comunicação. O senador argumenta que o conselho tem competências ligadas ao tema, como a emissão de pareceres e recomendações sobre liberdade de expressão e regulação da mídia, o que justificaria sua inclusão. 

De acordo com o relator, o projeto é essencial para ampliar a transparência na retirada de conteúdos, evitar censura, preservar a liberdade de expressão e reduzir o risco de exageros por parte das plataformas digitais.

Ainda para Flávio Bolsonaro, a decisão do STF aumentou a possibilidade de “remoções indevidas e silenciosas”. Por isso, considerou que a proposta oferece “um mecanismo de transparência e responsabilização institucional” quando conteúdos forem retirados da internet sem decisão judicial. 

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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