POLÍTICA NACIONAL

CE aprova inscrição de Darcy Ribeiro no Livro dos Heróis da Pátria

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Darcy Ribeiro pode ser o mais novo nome a ser inscrito no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. Projeto de lei com esse objetivo foi aprovado nesta terça-feira (15) na Comissão de Educação (CE). Se não for apresentado recurso para votação no Plenário do Senado, a proposta seguirá para sanção da Presidência da República.

Esse projeto (PL 5.894/2019), que teve origem na Câmara dos Deputados, recebeu na Comissão de Educação parecer favorável do senador Paulo Paim (PT-RS).

O homenageado

Darcy Ribeiro nasceu em 26 de outubro de 1922, em Montes Claros (MG). Educador, antropólogo e político, ele foi uma das figuras mais proeminentes na defesa da educação e da cultura no país.

Além de professor e pesquisador, exerceu os cargos de ministro-chefe da Casa Civil do governo de João Goulart e de vice-governador do Rio de Janeiro — quando se engajou na implementação de reformas voltadas à democratização do acesso ao ensino.

Entre 1995 e 1999, representou o estado do Rio de Janeiro no Senado, período em que se destacou como uma voz eloquente em prol das causas que visavam à melhoria do sistema educacional brasileiro. Ele foi, inclusive, relator do projeto de lei que resultou na atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), também chamada de Lei Darcy Ribeiro.

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Paul Paim ressaltou que o homenageado foi um incansável defensor dos direitos dos povos indígenas, reconhecendo a importância de suas culturas e saberes ancestrais.

 — A obra O Povo Brasileiro, de sua autoria, é uma reflexão profunda e erudita sobre a identidade nacional, contribuindo para um entendimento mais abrangente da diversidade cultural que compõe o Brasil — disse Paim.

O Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria registra, em páginas feitas de aço, o nome de brasileiros que tenham dedicado suas vidas na defesa e na construção do país. O livro está guardado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Audiências públicas

Na mesma reunião desta terça-feira, a Comissão de Educação aprovou requerimentos para realização de três audiências públicas. Um desses requerimentos (REQ 90/2024-CE), do senador Bene Camacho (PSD-MA), propõe debate para conscientizar a população sobre a possibilidade de destinar parte dos recursos pagos a título de imposto de renda a projetos sociais. Ele defende a criação do Dia Nacional do Cidadão Solidário para reforçar esse compromisso — a criação dessa data está prevista no PL 3.603/2024, projeto de lei de sua autoria. 

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Outro requerimento aprovado é o REQ 92/2024-CE, da senadora Teresa leitão (PT-PE), que solicita debate sobre o PL 1.124/2024, projeto de lei que prevê o abatimento no saldo devedor do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para todos os estudantes que exercerem suas profissões em serviços públicos.

Além disso, a CE também aprovou o REQ 93/2024-CE, do senador Flávio Arns (PSB-PR), que pede debate sobre a reestruturação do Plano das Carreiras dos Cargos da Cultura (PCCULT).

A reunião da CE foi presidida nesta terça-feira pela senadora Rosana Martinelli (PL-MT). 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Uso ético da IA é tema de guia lançado pela Auditoria do Senado

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Saber usar a inteligência artificial (IA) sem descumprir normas ainda é um desafio. Pensando nisso, a Auditoria do Senado Federal elaborou o Guia Prático de Propostas de Uso de IA no Senado Federal. O material busca orientar o uso seguro e eficiente de ferramentas de IA na administração pública.

O Guia funciona como um manual tanto para iniciantes quanto para quem já tem alguma familiaridade com a tecnologia. O material traz exemplos de prompts já testados, alertas de riscos, e indica quais documentos podem ser usados nas ferramentas de IA e de que forma.

O manual está em consonância com o Ato da Diretoria-Geral nº 28/2025, que regulamenta o uso de IA no Senado e busca assegurar o uso ético, seguro, eficiente e sustentável da tecnologia nas atividades administrativas e de suporte ao processo legislativo. 

Segundo o auditor-geral do Senado, André Paixão, a iniciativa nasceu da percepção de que muitas equipes continuavam executando tarefas manualmente, mesmo com tecnologias avançadas já disponíveis.

— Temos ferramentas de IA disponíveis e várias pessoas não sabem como utilizá-las, especialmente focadas no setor público — disse.

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Paixão destaca que o projeto se inspirou em iniciativas de órgãos como o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, que investiram em bancos de prompts e casos de uso voltados à atividade judicial.

Clareza normativa

O guia também busca resolver um dos maiores receios que Paixão identificou no usuário de IA: o de cometer infrações regulamentares.

— As pessoas têm medo de utilizar a IA por receio de incluir algum documento que viole a legislação ou a normatização do Senado — apontou.

Para auxiliar os servidores, o material foi estruturado em duas frentes: conceitos básicos sobre a tecnologia e diretrizes alinhadas à segurança da informação e às regras internas do Senado.

O novo manual está disponível na página de Transparência do Senado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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