POLÍTICA NACIONAL

CE envia ao Executivo sugestão para fortalecer política de livros acessíveis

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A Comissão de Educação (CE) encaminhou para o Ministério da Cultura nesta terça-feira (23) a sugestão de reforçar políticas para disponibilizar versões acessíveis dos livros em bibliotecas públicas. A proposta é da senadora Jussara Lima (PSD-PI), a partir de projeto (PLS 461/2018) do senador Romário (PL-RJ).

O projeto original obrigava bibliotecas públicas a adquirirem versões acessíveis — se houvesse — de todos os novos livros comprados para seus acervos. O projeto chegou a ser aprovado na Comissão de Direitos Humanos (CDH), em 2019. No entanto, a relatora considerou a matéria inconstitucional, além de “inviável”. Segundo Jussara, ela cria despesas para União, estados e municípios, ferindo a autonomia político-administrativa dos entes da federação. O relatório foi lido pelo senador Paulo Paim (PT-RS).

— Entre outras despesas, podem-se citar as mais comuns, como a atualização constante de acervos, o investimento em novas tecnologias, a garantia de infraestrutura adequada e a contratação de profissionais qualificados. Ressalte-se que a situação ficaria ainda mais complexa, quando se leva em consideração que as bibliotecas públicas, dependentes que são de recursos públicos ou de doações, nem sempre possuem estabilidade financeira — leu Paim.

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Assim, Jussara preferiu transformar o projeto em indicação para o Executivo. A indicação é um tipo de proposição legislativa usado para encaminhar pedidos de providências a outro Poder. Ela não é vinculante, ou seja, não precisa ser cumprida obrigatoriamente. A senadora sugere que a política pública traga a previsão de que a conversão de obras para formatos acessíveis não seja considerada violação de direito autoral.

— Com base em uma política pública especificamente voltada para a produção de livros especiais, seria possível definir uma programação orçamentária capaz de atender a todas as demandas constantes da proposição em apreço. Poderia haver previsão da compra de livros acessíveis, de maquinário e de programas ou aplicativos para equipar as bibliotecas de todos os entes federados a fim de atender de forma efetiva a esse relevante segmento da população nacional — apresentou Paim. 

Na justificativa do seu projeto, Romário argumenta que a iniciativa amplia o acesso das pessoas com deficiência à cultura e ao conhecimento.

“O acesso à cultura é um dos aspectos mais negligenciados na inclusão das pessoas com deficiência e isso também constitui uma forma de exclusão. A falta de exemplares acessíveis das obras disponibilizadas em bibliotecas públicas é uma barreira que viola o direito das pessoas com deficiência à cultura”, escreve.

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Segundo dados do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), o Brasil possui 4.639 desses estabelecimentos — duas delas são federais, 68 são administradas pelos estados ou pelo Distrito Federal e as mais de 4.500 restantes são geridas pelos municípios.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Plenário pode votar indicação de Messias e de outras autoridades nesta quarta

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A pauta do Plenário desta quarta-feira (29) será dedicada à apreciação de autoridades. A principal votação deve ser a indicação de Jorge Messias (MSF 7/2026) para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A sabatina do atual chefe da Advocacia-Geral da União (AGU) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) está marcada para as 9h desta quarta. Se aprovado na CCJ, o nome de Messias será enviado ao Plenário, onde precisa de pelo menos 41 votos para ser confirmado como ministro do STF.

Os senadores também devem apreciar a indicação (MSF 8/2026) da magistrada Margareth Rodrigues Costa para compor o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e da defensora Tarcijany Linhares Aguiar Machado, indicada para chefiar a Defensoria Pública da União (MSF 12/2026). Pela manhã, as duas também serão sabatinadas na CCJ.

CNMP e CNJ

O Plenário também pode votar uma série de indicados para compor o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). É o caso do procurador regional da República no Rio de Janeiro Márcio Barra Lima (OFS 16/2025) e do juiz de direito do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) Carl Olav Smith (OFS 19/2025), indicados para o CNMP. Os dois já foram aprovados em sabatina na CCJ, no último dia 15 de abril.

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Os senadores ainda poderão avaliar cinco nomes para o CNJ: o juiz federal Ilan Presser (OFS 17/2025), a ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Kátia Magalhães Arruda (OFS 1/2026), a juiza do trabalho no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª região (TRT10) Noemia Aparecida Garcia Porto (OFS 3/2026), a desembargadora do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) Andréa Cunha Esmeraldo (OFS 18/2025) e o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (TRT7) Paulo Regis Machado Botelho (OFS 2/2026). Todos eles já foram aprovados em sabatina na CCJ.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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