POLÍTICA NACIONAL

Cleitinho questiona denúncia da PGR contra Bolsonaro

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O senador Cleitinho (Republicanos-MG), em pronunciamento nesta quarta-feira (19), criticou a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito em 2022, entre outros crimes. Segundo o parlamentar, não há provas concretas que justifiquem a acusação e cobrou apoio dos parlamentares alinhados ao ex-presidente.

— Quero chamar a atenção de toda a população brasileira sobre essa denúncia que a PGR encaminhou agora para o STF [Supremo Tribunal Federal], porque não tem prova nenhuma até agora — afirmou.

Cleitinho também chamou a atenção para a transparência no uso de emendas parlamentares, em especial as chamadas “emendas Pix” — transferências especiais do Orçamento federal que permitem o envio direto de recursos para as prefeituras sem necessidade de convênios. O senador destacou um caso envolvendo quase R$ 470 milhões e sugeriu a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o que efetivamente ocorreu. O senador defendeu que o Congresso priorize o debate sobre a transparência na destinação de recursos públicos.

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— Vou apoiar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino. Olha se tem cabimento uma situação dessa? Saiu ontem: “Dino aponta falta de detalhamento em quase 469 milhões em emenda Pix e manda a CGU apurar”. Eu vou repetir para vocês aqui, gente: quase R$ 470 milhões, sem transparência. Tem escândalo maior do que isso aqui? — questionou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Deputados de oposição comemoram e governistas criticam rejeição do Senado a Messias no STF

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A rejeição do Senado à indicação de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi comemorada por deputados da oposição, em discursos no Plenário da Câmara. Parlamentares da base do governo, porém, avaliaram que o Senado “virou as costas” para o povo com a decisão. O nome de Messias foi rejeitado nesta quarta-feira (29) por 42 a 34 votos dos senadores.

A oposição classificou a rejeição de Messias como “vitória da democracia” contra o que chamam de tentativa de aparelhamento do Judiciário. Para o líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), a votação marca “a maior vitória” dentro do Congresso em defesa do Estado Democrático de Direito. “Esta vitória não é nossa, não é da oposição, não é do Senado nem da Câmara. Esta vitória é do povo brasileiro”, declarou.

A base do governo, por sua vez, acusou o Senado de virar as costas para o povo brasileiro e para a democracia. “Os inimigos do povo não respeitaram o voto soberano e popular na indicação do ministro do Supremo, de uma pessoa ilibada, decente, coerente, evangélico”, disse o líder do PT, deputado Pedro Uczai (SC). Segundo ele, a democracia e o povo brasileiro vão derrotar os que estão contra o governo nas próximas eleições.

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Homenagem ao Dia Mundial do Livro. Dep. Pedro Uczai (PT-SC)
Pedro Uczai, líder do PT

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O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o Executivo viu, com a votação, “as costas” do Senado Federal. “Parabéns aos senadores pelo recado duro que hoje deram ao governo”, disse.

Já o deputado Helder Salomão (PT-ES) reforçou que a ação do Senado foi contra o povo brasileiro. “Hoje rejeitam a indicação de um homem íntegro, preparado, com todas as qualificações para ser um ministro”, lamentou.

Indicação
Atual advogado-geral da União, Jorge Messias foi indicado para o cargo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na vaga decorrente da aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, que deixou o tribunal em outubro de 2025.

Com a rejeição, a mensagem indicando Messias foi arquivada, e o presidente Lula terá de encaminhar um novo nome para preencher a vaga deixada por Barroso no STF.

Esta foi a primeira vez que uma indicação ao STF foi rejeitada em 132 anos. Antes, apenas cinco indicações feitas pelo então presidente da República foram derrubadas pelos senadores. Todas as rejeições ocorreram em 1894, no governo do marechal Floriano Peixoto. O STF foi criado em 1890, após a Proclamação da República.

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Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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