POLÍTICA NACIONAL

Comissão debate construção da Companhia Siderúrgica do Pecém

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A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados realiza, nesta quinta-feira (12), audiência pública para discutir a construção da Companhia Siderúrgica do Pecém. O debate será realizado às 9 horas, no plenário 5.

Dívidas
O debate atende a pedido do deputado Luiz Gastão (PSD-CE). Segundo o parlamentar, a empresa Posco Engenharia e Construção do Brasil construiu a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), em contrato que superou 5,5 bilhões de dólares. Mas a empresa teria deixado no país um passivo que pode chegar a R$ 1 bilhão, com dívidas trabalhistas, tributárias e comerciais.

Luiz Gastão acrescenta que, em setembro de 2025, a empresa pediu falência, alegando crise financeira e declarando patrimônio reduzido.

Segundo ele, credores apontam a possibilidade de remessa de recursos ao exterior e questionam a lisura do processo. Órgãos públicos também contestam valores que seriam devidos pela empresa.

Dúvidas
Diante disso, o deputado quer esclarecimentos sobre:

  • o impacto fiscal para o Estado do Ceará e para a União;
  • os prejuízos sofridos por empresas brasileiras;
  • a movimentação financeira da Posco; e
  • possíveis irregularidades no pedido de falência.
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Da Redação – ND

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Lei amplia proteção a doméstica resgatada de trabalho análogo à escravidão 

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou, com um veto, a lei que amplia a proteção a trabalhadoras domésticas resgatadas de condições análogas à escravidão. A norma garante prioridade no acesso ao Bolsa Família, amplia de três para seis parcelas o seguro-desemprego, cria medidas protetivas e prevê programas de reinserção no mercado de trabalho para as vítimas.

Publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (2) como a Lei 15.455/26, a norma tem origem no PL 5760/23, de autoria do deputado Reimont (PT-RJ), aprovado pela Câmara em dezembro de 2024, e pelo Senado no início de junho. O texto também endurece as penas para crimes praticados contra trabalhadores domésticos e altera regras de fiscalização do trabalho na categoria.

A lei permite que juízes adotem medidas protetivas semelhantes às previstas na Lei Maria da Penha, como:

  • afastamento do agressor do domicílio ou do local de trabalho;
  • proibição de contato com a vítima e seus familiares;
  • encaminhamento da trabalhadora à rede de assistência social e psicossocial;
  • e acolhimento emergencial da vítima e sua inclusão no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
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A norma ainda aumenta a pena para lesão corporal praticada contra trabalhador doméstico e permite que a fiscalização do trabalho seja realizada mediante autorização do próprio empregado quando ele residir no local da prestação do serviço.

Segundo dados citados pelo relator do texto no Senado, o senador Paulo Paim, o Brasil registrou 2.772 resgates de pessoas em situação de trabalho análogo à escravidão em 2025, alta de 26,8% em relação aos 2.186 casos registrados em 2024, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.

Veto
O presidente vetou o dispositivo que atribuía ao Poder Judiciário a determinação da inclusão da vítima entre os beneficiários do seguro-desemprego. Na mensagem de veto, o governo argumenta que a exigência criaria uma etapa adicional para acesso ao benefício e poderia atrasar o pagamento. O Congresso Nacional ainda poderá analisar o veto.

Como denunciar
Casos de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciados por meio do Sistema Ipê, canal oficial do governo federal disponível na internet. As denúncias podem ser feitas de forma anônima.

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Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado

Fonte: Câmara dos Deputados

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