POLÍTICA NACIONAL

Confúcio Moura relata visita a comunidades ribeirinhas e indígenas

Publicado em

O senador Confúcio Moura (MDB-RO), em pronunciamento nesta quarta-feira (16), relatou visita recente a comunidades indígenas e ribeirinhas do município de Guajará-Mirim (RO). O senador percorreu de barco localidades às margens dos rios Guaporé e Mamoré, como Baía das Onças, Ricardo Franco, Sagarana e Bom Jesus. Segundo ele, o objetivo foi retomar o trabalho de atender comunidades isoladas da região.

— Meu primeiro mandato de deputado em que eu concorri foi em 1994, e achava que aquele seria o primeiro e único mandato que eu exerceria. Então eu pensei: represento o estado de Rondônia. Falei: sabe de uma coisa, eu vou atender são as comunidades esquecidas, as comunidades isoladas. Quero escolher, para trabalhar, as comunidades que nunca receberam uma visita, nem de vereador. Eu escolhi em torno de 15 comunidades isoladas no estado, naquela época, naquela década, para me dedicar, aqui em Brasília, para trabalhar para eles — lembrou.

Durante a visita, o senador reuniu-se com pescadores, professores e caciques, e destacou melhorias realizadas com recursos de emendas parlamentares. Entre elas, citou a instalação de sistemas de abastecimento de água potável, placas de energia solar e conexão de internet em aldeias da região. Segundo o senador, os moradores solicitaram apoio para iniciativas locais de pequeno porte, como a melhoria da produção de farinha, transporte de mercadorias e o escoamento de produtos extrativistas.

Leia Também:  Randolfe: governo prepara MP para evitar impacto no valor da conta de energia

Confúcio Moura também informou que uma embarcação com capacidade para transportar até 40 toneladas de carga e 70 passageiros está em construção, com recursos federais. A embarcação será utilizada de forma gratuita pelas comunidades atendidas.

O parlamentar mencionou ainda a criação da Secretaria dos Povos Indígenas no município de Guajará-Mirim e reforçou a importância da presença do Estado em regiões de difícil acesso. Ele também defendeu a valorização das culturas tradicionais.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Advertisement

POLÍTICA NACIONAL

Chega ao Congresso projeto que torna crime a exploração de bets

Published

on

O Congresso Nacional recebeu o projeto de lei do Executivo que tipifica crimes relacionados às loterias de apostas de quota fixa, conhecidas como bets. A apresentação do projeto havia sido anunciada pelo governo federal na sexta-feira (25), mesmo dia em que a Presidência da República editou uma medida provisória para proibir as bets no Brasil (MP 1.394/2026).

O projeto de lei (PL 5.477/2026) torna crime tanto a exploração quanto a publicidade de bets, tipificando cinco condutas como criminosas. De acordo com o governo, a intenção é enfrentar os diferentes meios empregados pelas empresas para manter a atividade, inclusive no ambiente digital.

A proibição das bets prevista na MP já está valendo de forma provisória, mas o projeto que trata dos crimes ainda precisará ser votado pelo Congresso para virar lei e entrar em vigor. 

Os crimes previstos no texto são:

  • explorar ou operar apostas de quota fixa: pena de 4 a 6 anos de reclusão e multa;
  • divulgar apostas ou captar apostadores: de 2 a 4 anos de reclusão e multa;
  • usar dados pessoais para captar apostadores: de 2 a 4 anos e multa;
  • facilitar financeiramente a exploração: de 2 a 4 anos e multa;
  • fornecer aplicação de internet para apostas: de 2 a 4 anos e multa, com agravantes em determinadas situações.
Leia Também:  Esperidião Amin apoia derrubada de veto ao PL da dosimetria

O aumento de pena é previsto para várias situações, como no caso de jogos de azar on-line (a exemplo do jogo conhecido como Tigrinho); uso de dados de saúde que permitam inferir transtornos ligados a jogos, de histórico de apostas ou de informações de crianças e adolescentes; situações em que mecanismos de verificação de idade ou localização sejam burlados; e ganho de percentual das apostas ou das perdas pelo divulgador.

Todos os crimes previstos no projeto são considerados como praticados contra o interesse da União, com investigação pela Polícia Federal e julgamento pela Justiça Federal. A proposta ainda determina que, para fixar as multas, será considerada a vantagem econômica obtida pelo agente das apostas.

O projeto deixa claro que as regras não se aplicam à Loteca, loteria esportiva da Caixa Econômica Federal dedicada a prognosticar resultados de partidas de futebol. Essa modalidade continua permitida. 

A tramitação do PL 5.477/2026 começa na Câmara dos Deputados. Depois o texto passará pela análise dos senadores.

Leia Também:  Sessão especial vai celebrar os 10 anos do Arquivo S

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA