POLÍTICA NACIONAL

Em Lisboa, Motta destaca desafios ambientais e tecnológicos, e ressalta protagonismo do Parlamento nessas agendas

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu a atuação do Parlamento frente aos desafios impostos pelas mudanças tecnológicas, ambientais e políticas da atualidade. Ao discursar na abertura do 13º Fórum Jurídico de Lisboa, Motta reforçou a necessidade do diálogo e da cooperação para garantir a promoção dos valores democráticos e da sustentabilidade.

Segundo o presidente, a Câmara e o Senado têm assumido o protagonismo na construção de marcos regulatórios que equilibram inovação com responsabilidade, liberdade com proteção e crescimento com sustentabilidade.

“Nosso tempo exige coragem institucional. Exige que o Direito abrace a inovação, sem renunciar à busca da justiça e à proteção dos vulneráveis. Exige que a política recupere sua centralidade diante das novas dinâmicas de interação social conformadas pelas plataformas digitais. Exige que o Parlamento não seja um espectador, mas sim um agente de transformação”, discursou Hugo Motta.

Inteligência artificial
O presidente ressaltou propostas em tramitação na Casa ou já aprovadas que tratam de temas importantes como a inteligência artificial, a automação, a digitalização e a emergência climática.

Motta lembrou que o texto sobre a inteligência artificial está em avançado estágio de análise na Câmara. A proposta, explicou o presidente, busca, ao mesmo tempo, garantir inovação, salvaguardar direitos e mitigar riscos – seja na democracia, no trabalho ou na proteção de dados.

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O presidente lembrou que há outras propostas sobre o ambiente digital em análise na Câmara. Elas buscam, por exemplo, proteger crianças e adolescentes, prevenir crimes com uso de inteligência artificial, promover o uso consciente das tecnologias digitais, definir regras para a titularidade de invenções geradas por inteligência artificial.

“[As propostas] evidenciam nossa preocupação com os impactos das tecnologias emergentes sobre os direitos individuais e coletivos”, disse Motta.

Sustentabilidade
Em seu discurso, Hugo Motta destacou ainda o papel da Câmara na construção de uma agenda que busca fomentar a transição energética no Brasil, com metas ambiciosas para a descarbonização.

Ele destacou a aprovação de propostas como as leis do Hidrogênio Verde, do Combustível do Futuro, do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa, da Mobilidade Sustentável, da Adaptação Climática e da Energia Offshore.

“A COP30, em Belém do Pará, no próximo mês de novembro, será ocasião para mostrarmos ao mundo, uma vez mais, o papel central do Parlamento brasileiro na agenda do desenvolvimento sustentável”, afirmou.

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Reciprocidade econômica
Motta também comemorou a aprovação da Lei de Reciprocidade Econômica, que tem o objetivo de garantir a competitividade econômica brasileira diante das turbulências recentes do cenário internacional.

“Com ela, dotamos o Brasil com ferramentas adequadas para respondermos a práticas discriminatórias em relação aos produtos brasileiros. É uma resposta serena, mas firme, em defesa da justiça comercial e da dignidade produtiva do nosso povo”, defendeu o presidente.

Por fim, Hugo Motta ressaltou a defesa da eficiência e da sustentabilidade fiscal do Estado brasileiro. Segundo ele, a reforma da administração pública reflete o empenho da Câmara em criar um estado moderno e eficiente, em sintonia com o formato ágil e flexível.

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

PECs do fim da escala 6×1 e da segurança pública chegam à CCJ do Senado

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, despachou na tarde desta sexta-feira (21) para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) duas propostas de emenda à Constituição (PECs): a que trata do fim da escala 6×1 (PEC 221/2019) e a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025).

No último dia 14, Davi já havia apontado as duas matérias entre as prioridades da pauta do Senado. Na CCJ, a PEC do fim da escala 6×1 terá como relator o senador Omar Aziz (PSD-AM). Já a PEC da Segurança Pública terá o senador Rogério Carvalho (PT-SE) na relatoria.

Fim da 6×1

A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada na Câmara dos Deputados em 27 de maio. O texto tem o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) como primeiro signatário. A proposta altera a Constituição para reduzir a carga horária máxima de trabalho para 40 horas semanais.

A PEC também garante dois dias de repouso semanal remunerado, sem diminuição de salário. A mudança será aplicada progressivamente e inclui exceções para trabalhadores com regimes diferenciados e para aqueles com salários mais elevados e diploma de nível superior.

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Prazos

A PEC prevê que 60 dias após a promulgação da nova emenda constitucional, a jornada semanal no país passará para 42 horas, já com dois dias de repouso remunerado por semana – um deles, preferencialmente, no domingo. Depois de 12 meses, a nova carga máxima de trabalho por semana será definitivamente de 40 horas.

O texto aprovado preserva a possibilidade de acordos e convenções coletivas, inclusive para regimes diferenciados, como a escala 12×36 (12 horas trabalhadas por 36 horas de descanso) atividades essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana. Além disso, estabelece que lei futura poderá definir regras especiais, nesses casos, para a jornada de trabalho e os dias de folga.

Segurança

A PEC 18/2025, aprovada na Câmara dos Deputados no dia 4 de março, reorganiza o sistema de segurança pública no país. A proposta redefine as fontes de financiamento do setor, incluindo a destinação de parte da arrecadação das apostas esportivas aos fundos nacionais de segurança pública e do sistema penitenciário.

A proposta assegura como competência comum a todos os órgãos de segurança pública encaminhar, por meio de sistema eletrônico integrado, o registro das infrações penais de menor potencial ofensivo diretamente ao Judiciário. Regras de cooperação e compartilhamento de informações também estão entre os pontos tratados na PEC, que é de iniciativa do Executivo.

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Quórum

Se aprovadas na CCJ, as PECs ainda precisam ser confirmadas no Plenário, onde precisam conquistar o apoio de três quintos dos senadores — o equivalente a 49 votos, no mínimo, em dois turnos. Depois de aprovada, a emenda é promulgada em sessão solene do Congresso Nacional.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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