POLÍTICA NACIONAL

Mujfica foi um revolucionário com pés na lama e olhos no horizonte, diz Humberto

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O senador Humberto Costa (PT-PE) prestou, nesta quarta-feira (14), uma homenagem no Plenário ao ex-presidente do Uruguai, José Alberto Mujica Cordano — o Pepe Mujica — falecido na terça-feira (13), aos 89 anos. Em pronunciamento no Plenário do Senado, Humberto destacou a trajetória de Mujica como exemplo de coerência, simplicidade e compromisso com a justiça social.

— Mujica jamais perdeu o vínculo com a terra, com o povo, com a vida real. Falava com doçura e firmeza, com um lirismo áspero que brotava não dos livros, mas das cicatrizes. Ele era um estadista poeta, um filósofo camponês, um revolucionário com os pés na lama e os olhos no horizonte — afirmou o senador, para quem a vida de Mujica representou um elo entre a resistência do passado e a esperança do futuro.

Humberto Costa ressaltou o legado do governo Mujica (2010–2015), marcado por avanços nos direitos civis e políticas públicas progressistas. Entre as iniciativas citadas estão a legalização da cannabis, o reconhecimento da união civil entre pessoas do mesmo sexo, a legalização do aborto — mesmo sendo pessoalmente contrário —, além do aumento do investimento social e do salário mínimo. O senador enfatizou que Mujica governava com base na equidade e no diálogo, sem abandonar os princípios que o guiaram desde a juventude, quando integrou o movimento guerrilheiro Tupamaros e passou 14 anos preso sob a ditadura militar uruguaia.

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A amizade entre Mujica e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também foi lembrada por Humberto Costa como exemplo de lealdade e identidade de propósitos. Para o senador, o ex-presidente uruguaio segue como uma das maiores referências da esquerda mundial, não apenas pelo que fez, mas por sua maneira de viver.

— Seu Fusca agora repousa, sua horta floresce como símbolo, sua voz ecoa nas assembleias dos povos — declarou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Em sessão especial, representantes da maçonaria destacam papel da instituição

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Em sessão especial nesta sexta-feira (28) em homenagem ao Dia do Maçom, comemorado anualmente em 20 de agosto, representantes de organizações maçônicas de vários estados brasileiros lembraram o papel da instituição na história do país e defenderam a aproximação entre as diversas vertentes da maçonaria.

O dia 20 de agosto refere-se à fundação do Grande Oriente do Brasil (GOB), com a fusão das lojas Esperança, Comércio e Artes, União e Tranquilidade, no Rio de Janeiro, em 1822. Naquela ocasião, o maçom Joaquim Gonçalves Ledo defendeu a urgência da independência do Brasil, proclamada por Dom Pedro I semanas depois.

— A comemoração do dia de hoje se dá principalmente por ter sido a Proclamação da Independência o resultado incansável do trabalho de maçons que iniciaram um movimento liberal – afirmou o senador Izalci Lucas (PL-DF), um dos autores do requerimento para a realização da sessão.

Entidades maçônicas

Participaram da sessão lideranças das diferentes vertentes da maçonaria no Brasil, como o Grande Oriente do Brasil, a Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB) e a Confederação Maçônica do Brasil (Comab). Secretário-geral da CMSB, Armando Assumpção defendeu um fortalecimento da relação entre as três, ressalvando que cada uma tem plena autonomia e sua própria história e estrutura.

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O grão-mestre geral do GOB, Ademir Cândido da Silva, destacou o papel histórico da maçonaria.

— Há instituições que atravessam a história, e há instituições que ajudam a história a encontrar o seu caminho – afirmou.

Secretário-geral da Comab, Cassiano Moreno afirmou que a maçonaria atual deve “honrar o legado” das gerações anteriores, atuando em um Brasil “cheio de desafios, que ainda convive com desigualdades, violência, intolerância, corrupção, pobreza e a dificuldade de convivermos com quem pensa diferente de nós”.

Adalberto Alízio Eyng, grão-mestre geral adjunto do GOB, afirmou que ser maçom é “ser amante da virtude, da sabedoria e da justiça, é estender a mão a quem sofre, é ser voz diante da injustiça, cultivar a harmonia das famílias e, em especial, promover a concórdia entre os homens”. Presidente da CMSB e grão-mestre da Grande Loja Maçônica do Distrito Federal, Cassiano Teixeira de Morais saudou a união dos representantes da maçonaria brasileira e disse que a instituição está associada não só a grandes transformações sociais, mas também individuais.

O requerimento para a realização da sessão foi assinado também pelos senadores Confúcio Moura (MDB-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Lucas Barreto (PSD-AP) e pelas senadoras Damares Alves (Republicanos-DF) e Professora Dorinha Seabra (União-TO).

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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