POLÍTICA NACIONAL

Na abertura do ano legislativo, Davi promete trabalho e pede pacificação

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que o Brasil precisa de união e pacificação, pois o povo quer crescer, empreender e viver com dignidade. Em seu discurso na sessão solene de abertura do ano legislativo, nesta segunda-feira (3), Davi também pregou a harmonia entre os três Poderes, defendeu a importância do diálogo e prometeu trabalhar em favor dos interesses da Nação.

— O Brasil exige coragem, compromisso e ações que tragam resultados positivos para o povo brasileiro. Vamos trabalhar para que o Congresso seja sempre um espaço de construção e diálogo. Vamos avançar na agenda fiscal, na geração de emprego e renda e no combate às desigualdades — afirmou.

De acordo com o presidente do Senado, o povo quer um país mais próspero, que cresça e acolha seus filhos. Ele apontou que é dever do Congresso garantir que cada família tenha comida na mesa, que cada jovem tenha oportunidade e que cada trabalhador tenha segurança e dignidade. Segundo Davi, o Parlamento precisa ter o compromisso de entregar ao povo brasileiro uma vida melhor, com trabalho, saúde, educação, segurança e moradia digna.

O senador disse que o Legislativo deve ser forte, atuante e respeitado. Ele afirmou que cabe ao Congresso Nacional ser aquele “que fiscaliza, propõe, debate e faz acontecer”, pois um “Legislativo forte é indispensável à estabilidade democrática”. Davi definiu o Parlamento como um espaço real de negociação e diálogo, que promove a participação de diferentes grupos sociais e regionais.

Para o presidente, os parlamentares precisam trabalhar de forma responsável. Ele disse que uma oposição consciente é necessária e sempre bem-vinda na democracia, e que é importante “reencontrar os fundamentos comuns que nos unem, a cordialidade, o respeito mútuo e principalmente o diálogo”.

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— Precisamos voltar a ouvir antes de falar e falar sem agredir. Vamos colocar o bem-estar dos brasileiros, de todos os brasileiros, acima de nossos preconceitos, interesses pessoais, conveniências e vaidades — ressaltou.  

Segundo Davi, o povo brasileiro quer um governo que facilite a vida e que torne o dia a dia mais simples e menos burocrático. Ele defendeu o papel do Estado como um vetor capaz de viabilizar oportunidades, incentivar o trabalho e permitir o empreendedorismo. E afirmou que “são os parlamentares que têm a competência constitucional e o dever de trabalhar incansavelmente para melhorar as condições de vidas do país”.

Harmonia

Davi reconheceu que o país tem grandes desafios, como consolidar a economia, equilibrar as contas públicas e garantir que a voz do povo seja ouvida e respeitada. Para isso,disse o presidente, é essencial que cada Poder respeite suas funções e seus limites. Ele disse que o Legislativo, o Executivo e o Judiciário não são adversários, e sim pilares que sustentam a Nação. E pediu harmonia e equilíbrio entre os Poderes, pois só assim, segundo ele, seria possível resguardar os direitos e as prerrogativas do Congresso Nacional.

Na visão do presidente do Senado, a recente controvérsia sobre as emendas parlamentares ilustra a necessidade de respeito mútuo e diálogo comum. Ele apontou que as decisões do STF precisam ser respeitadas, mas disse que o Parlamento não deve ser cerceado em sua função de legislar, inclusive levando recursos e investimentos a todas as regiões do Brasil. Davi ainda afirmou que a presença de representantes dos três Poderes na solenidade não deveria ser apenas uma formalidade, mas “o símbolo vivo de que podemos construir juntos e de que devemos agir com responsabilidade e compromisso com a Nação”.

— Se cada poder respeitar o outro, vamos construir um país mais forte, mais justo e mais próspero. A Casa do Povo é a força motriz da democracia e trabalhará incansavelmente pelo Brasil. Mas para que essa engrenagem funcione em potencial máximo, é fundamental que haja a cooperação entre os Poderes. Vamos trabalhar em harmonia com o Executivo e o Judiciário, mas sempre garantindo que a voz do povo, representada neste Parlamento, seja a base de toda as decisões — registrou.  

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Democracia

O presidente também reafirmou seu compromisso com a democracia, que “é o instrumento concebido para lidar com a diversidade, para acomodar, em um mesmo projeto de Nação, perspectivas dissonantes, para incluir a todos, sem excluir ninguém”. Ele disse que vai trabalhar buscando o consenso; mas, quando não for possível, “que se respeite a vontade da maioria, permitindo que ela se expresse, delibere, garantindo a proteção das minorias se manifestarem em suas divergências”.

— É um dos meus compromissos na Presidência do Congresso Nacional, à qual retorno com um objetivo claro: pacificação.

Davi  afirmou que o Brasil é um país gigante, forte e capaz e apontou que o Congresso Nacional tem a missão de estar à altura do “povo extraordinário” do Brasil. Ele manifestou o desejo de que o ano de 2025 seja um ano de trabalho sério, de compromisso com a verdade, de respeito às diferenças e, acima de tudo, de união nacional.

— Que nosso trabalho seja marcado pelo respeito mútuo, pela cooperação, pela fraternidade e pelo compromisso com o bem maior do povo brasileiro. Vamos juntos construir um país melhor.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Discussão sobre fim da escala de trabalho 6×1 continua em agosto

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O fim da chamada escala 6×1, com seis dias de trabalho e um de folga por semana, seguirá em discussão no Senado em agosto, após o recesso parlamentar. A expectativa de alguns senadores é de que a PEC 221/2019 seja votada após a volta dos trabalhos.

Além de acabar coma escala 6×1, a proposta reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salários.

O texto chegou ao Senado no fim de maio, após aprovação na Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre, determinou que a proposta passasse pelas comissões.

O presidente do Senado tem se reunido com os setores interessados no tema para discutir a proposta. No início de julho, a reunião foi com as centrais sindicais, que defenderam o avanço na análise do texto. Antes, em maio, ele já havia recebido integrantes dos empregadores, que defenderam a votação da proposta somente após as eleições.

Agosto

Em entrevista na segunda-feira (13), o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) afirmou que o fim da escala 6×1 é “prioridade absoluta” para o governo e que continuará trabalhando para que a votação ocorra assim que possível.

—  Mesmo no período das eleições, o Senado vai funcionar em esforços concentrados e remotamente. Não impede que possamos ainda votar a PEC do fim da escala 6×1 em agosto. Nós vamos, ainda, insistir em avançar sobre essa proposta de emenda à Constituição ainda nesse período.

As semanas de esforço concentrado serão entre 10 e 14 de agosto e entre 31 de agosto e 3 de setembro, e devem coincidir com os esforços concentrados na Câmara, conforme anunciado por Davi Alcolumbre na quarta-feira (15).

— O calendário é exatamente o mesmo que será adotado pela Câmara dos Deputados, permitindo que o Congresso Nacional funcione em plenitude e de modo eficiente e harmônico — informou Davi.

Defesa

Em pronunciamentos recentes, o senador Paulo Paim (PT-RS), um dos principais defensores da proposta, disse ter esperança de que a votação ocorra em agosto. Para ele, o debate sobre a redução da jornada não “pertence” ao governo, à oposição e nem aos partidos políticos, e sim ao povo.

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— Tenho muita esperança de que a PEC vai ser votada no mês de agosto, porque, com certeza, o trabalhador brasileiro sabe que não vai nadar, nadar e morrer na beira da praia. Espero que esta Casa compreenda a dimensão histórica dessa decisão — defendeu.

Para Paim, o fim da escala 6×1 fará a produtividade do trabalhador brasileiro aumentar, ao invés de diminuir. Ele argumentou que países com jornadas menores apresentam índices mais elevados de produtividade por hora trabalhada.

Também em defesa do avanço na análise da PEC, o senador Cleitinho (Republicanos-MG) comparou a jornada dos trabalhadores à dos parlamentares. Ele lembrou que o período de campanha eleitoral começa em agosto e disse que o eleitor precisa cobrar seus representantes.

— Muitos que vão aí pedir voto para você não querem votar o fim da escala 6×1, querem fazer você trabalhar igual a um condenado no 6×1, e nós aqui trabalhando, durante este ano de 2026, o que não vai dar nem um mês de trabalho, do jeito que está aí — criticou.

Eleições

Outros senadores demonstram preocupação com os efeitos da PEC e defendem que a votação fique para depois das eleições. Em sessão temática no início de julho, o líder da oposição, senador Rogerio Marinho (PL-RN), defendeu o amadurecimento do debate e a discussão do tema fora do período eleitoral. 

— Não é proibido, não é interditado discutirmos jornada de trabalho. Pelo contrário, é uma discussão que tem que acontecer. Mas por que agora? Por que neste momento? — questionou o senador.

No mesmo debate, o senador Jayme Campos (União-MT) afirmou que votará a favor da PEC, mas defendeu que o debate seja feito com serenidade e que todos os setores sejam ouvidos para que a solução seja equilibrada.

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— Estamos falando da vida de milhões de brasileiros, de tempo dedicado à família, ao descanso, à qualificação profissional e, ao mesmo tempo, da competitividade das empresas e da capacidade de gerar empregos. É justamente por isso que este debate exige serenidade, responsabilidade e diálogo — ponderou.

Outras propostas

Também na sessão temática, o senador Jaime Bagattoli (PL-RO) criticou a falta de estudos de impacto econômico e social da medida durante a análise na Câmara e afirmou que a PEC vai ter consequências negativas na economia.  Ele defendeu a aprovação de outra proposta em análise no Senado.

— Defendemos a PEC 12/2026, que permite ao trabalhador negociar uma jornada flexível de acordo com as suas necessidades. Direitos como férias, décimo terceiro e FGTS seguirão de forma proporcional à jornada acordada — garantiu.

A proposta foi apresentada pelo senador Rogerio Marinho logo após a chegada da PEC 221 ao Senado. Pela proposta, seria possível escolher entre o regime comum previsto pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ou um regime flexível baseado em horas trabalhadas. A PEC deixa claro que o contrato individual prevalece sobre possíveis acordos coletivos. Benefícios como FGTS, férias e 13º salário também seriam proporcionais às horas trabalhadas.

Na Câmara, a PEC 221 era analisada junto com outra proposta, a PEC 8/2025, da deputada Érika Hilton (PSOL-SP), que previa uma carga máxima de 36 horas em quatro dias de trabalho. O texto foi arquivado.

Outro projeto, o PL 1.838/2026, foi apresentado em abril pelo Executivo. Ele define em 40 horas semanais o limite da jornada normal de trabalho e garantir ao trabalhador dois repousos semanais remunerados de 24 horas consecutivas. Após a aprovação da PEC 221, o governo retirou o pedido de urgência para o projeto, que segue em análise na Câmara.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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