POLÍTICA NACIONAL

Pix: governo e entidades propõem medidas para evitar golpes ao consumidor

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A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados discutiu nesta terça-feira (4) formas de reduzir fraudes e golpes relacionados ao uso do Pix. O debate foi solicitado pelo deputado Vinicius Carvalho (Republicanos-SP).

Segundo ele, embora o Pix tenha ampliado o acesso da população a meios digitais de pagamento, cresceu também o número de ocorrências envolvendo transferências indevidas, sequestros-relâmpago e fraudes eletrônicas.

“O Pix é um avanço inegável, mas precisa de mais segurança e transparência para proteger o consumidor”, afirmou o deputado.

Aprimoramento contínuo
O subsecretário de Monitoramento e Fiscalização do Ministério da Fazenda, Fábio Macorin, destacou que o governo atua junto ao Banco Central e à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) para aprimorar os mecanismos de segurança.
Segundo ele, o sistema já possui “camadas múltiplas de proteção”, mas novas tecnologias e o compartilhamento de dados entre instituições financeiras devem reduzir ainda mais as vulnerabilidades.

“É um processo de evolução constante. As fraudes se sofisticam, e o Estado precisa acompanhar esse movimento”, afirmou Macorin.

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Educação financeira
O diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor da Senacon, Osny Filho, ressaltou que a maioria dos golpes ocorre por engenharia social, quando o criminoso engana a vítima para obter senhas ou autorizações.

“Mais de 70% dos casos decorrem de manipulação psicológica. Por isso, a informação e a educação financeira são fundamentais”, disse.

Ele defendeu campanhas educativas nacionais e a padronização de canais de denúncia, de modo que o consumidor saiba rapidamente onde buscar ajuda.

Responsabilização
A pesquisadora do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) Viviane Fernandes afirmou que a responsabilidade pelas transações deve ser compartilhada entre usuários, bancos e o Estado.

“O consumidor não pode arcar sozinho com o prejuízo quando o sistema falha. É preciso definir responsabilidades claras”, avaliou. Ela também defendeu maior transparência dos bancos sobre regras de bloqueio e devolução de valores em casos de fraude.

Integração de dados
A presidente da Associação Brasileira de Desenvolvimento, Cristiane Schmidt, enfatizou que a integração de informações entre instituições financeiras é essencial para detectar movimentações suspeitas em tempo real.

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“Quanto mais conectadas as bases de dados, maior a capacidade de prevenir fraudes e proteger o cidadão”, afirmou.

Próximos passos
O deputado Vinicius Carvalho informou que a comissão deve elaborar recomendações ao Banco Central e ao Ministério da Fazenda com base nas sugestões apresentadas. O objetivo é fortalecer o Sistema de Defesa do Consumidor e garantir que a inovação financeira avance sem aumentar riscos para os usuários.

Da Redação – GM

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

PECs do fim da escala 6×1 e da segurança pública chegam à CCJ do Senado

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, despachou na tarde desta sexta-feira (21) para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) duas propostas de emenda à Constituição (PECs): a que trata do fim da escala 6×1 (PEC 221/2019) e a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025).

No último dia 14, Davi já havia apontado as duas matérias entre as prioridades da pauta do Senado. Na CCJ, a PEC do fim da escala 6×1 terá como relator o senador Omar Aziz (PSD-AM). Já a PEC da Segurança Pública terá o senador Rogério Carvalho (PT-SE) na relatoria.

Fim da 6×1

A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada na Câmara dos Deputados em 27 de maio. O texto tem o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) como primeiro signatário. A proposta altera a Constituição para reduzir a carga horária máxima de trabalho para 40 horas semanais.

A PEC também garante dois dias de repouso semanal remunerado, sem diminuição de salário. A mudança será aplicada progressivamente e inclui exceções para trabalhadores com regimes diferenciados e para aqueles com salários mais elevados e diploma de nível superior.

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Prazos

A PEC prevê que 60 dias após a promulgação da nova emenda constitucional, a jornada semanal no país passará para 42 horas, já com dois dias de repouso remunerado por semana – um deles, preferencialmente, no domingo. Depois de 12 meses, a nova carga máxima de trabalho por semana será definitivamente de 40 horas.

O texto aprovado preserva a possibilidade de acordos e convenções coletivas, inclusive para regimes diferenciados, como a escala 12×36 (12 horas trabalhadas por 36 horas de descanso) atividades essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana. Além disso, estabelece que lei futura poderá definir regras especiais, nesses casos, para a jornada de trabalho e os dias de folga.

Segurança

A PEC 18/2025, aprovada na Câmara dos Deputados no dia 4 de março, reorganiza o sistema de segurança pública no país. A proposta redefine as fontes de financiamento do setor, incluindo a destinação de parte da arrecadação das apostas esportivas aos fundos nacionais de segurança pública e do sistema penitenciário.

A proposta assegura como competência comum a todos os órgãos de segurança pública encaminhar, por meio de sistema eletrônico integrado, o registro das infrações penais de menor potencial ofensivo diretamente ao Judiciário. Regras de cooperação e compartilhamento de informações também estão entre os pontos tratados na PEC, que é de iniciativa do Executivo.

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Quórum

Se aprovadas na CCJ, as PECs ainda precisam ser confirmadas no Plenário, onde precisam conquistar o apoio de três quintos dos senadores — o equivalente a 49 votos, no mínimo, em dois turnos. Depois de aprovada, a emenda é promulgada em sessão solene do Congresso Nacional.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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