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TRE-MT e TCE-MT debatem parceria para orientar agentes públicos sobre condutas vedadas em ano eleitoral

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Em uma iniciativa para reforçar a ética na administração pública e assegurar a regularidade do processo eleitoral, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) devem firmar parceria para a elaboração da cartilha “Gestão em Ano de Eleição – 2026”. A proposta foi debatida em reunião realizada nesta segunda-feira (28.07), entre a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, e representantes do TCE-MT. 

 

A publicação terá como foco a orientação de gestores públicos sobre condutas vedadas durante o ano eleitoral, abrangendo dois eixos temáticos: a legislação eleitoral, sob responsabilidade do TRE-MT, e a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), cuja abordagem ficará a cargo do TCE-MT. 

 

A iniciativa busca prevenir irregularidades e promover a atuação íntegra e responsável dos agentes públicos, especialmente em um período sensível como o eleitoral. Ao fornecer diretrizes técnicas claras, a cartilha pretende contribuir para a lisura do pleito e fortalecer a governança pública. 

 

Segundo a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, a proposição de parceria é muito bem-recebida pela Justiça Eleitoral. “Estou feliz em receber essa ideia e quero desenvolver isso da melhor maneira possível. O TCE é muito importante para nossa democracia e ajuda de forma indireta nesse nosso desafio, que é a realização das eleições. Acreditamos que com orientações claras e um conteúdo acessível, levando em conta o princípio da linguagem simples, podemos ter resultados muito positivos. Assim, reforçamos nosso compromisso com a transparência, a legalidade e o fortalecimento das práticas de boa gestão pública, sobretudo em momentos decisivos para a democracia”, ressaltou.  

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O secretário-geral do TCE-MT, Nilson Bezerra, justificou a ausência do presidente, conselheiro Sérgio Ricardo, e entregou um ofício assinado por ele à presidente do TRE-MT, com a proposição do acordo de cooperação entre as duas instituições. Uma minuta será elaborada e encaminhada em breve, para que a parceria seja formalizada. “Pensamos que cada órgão pode elaborar o conteúdo pelo qual ficará responsável e depois podemos ver os pontos de intersecção entre os conteúdos para fechar o material e passarmos à fase de revisão e diagramação”. 

 

Além da cartilha, a ação conjunta prevê, ainda, a realização de uma palestra ou curso em dezembro de 2025, direcionado a gestores(as) e parlamentares dos Poderes Executivo e Legislativo de Mato Grosso. O evento servirá para apresentar o conteúdo da cartilha, fomentar o debate técnico-jurídico sobre as restrições legais no período eleitoral e reforçar a importância da conformidade com as normas vigentes. 

 

Presente na reunião, o diretor da Escola Judiciária Eleitoral (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, enalteceu a proposta e colocou a Escola à disposição para dialogar e construir o curso ou palestra. “Consideramos a ideia extremamente relevante, partindo dessa ótica informativa e preventiva. Precisamos pensar nos prazos, porque a legislação para o ano eleitoral geralmente passa a vigorar um ano antes do pleito, ou seja, em outubro deste ano”. Ele também falou sobre a Revista DeMocráTica, elaborada pela EJE-MT e que reúne artigos doutrinários e/ou científicos sobre matéria eleitoral, constitucional, administrativa e demais assuntos de interesse da Justiça Eleitoral. Na ocasião, o diretor da EJE-MT solicitou apoio na divulgação da publicação entre o público interno do TCE-MT. 

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O consultor jurídico-geral do TCE-MT, Grhegory Maia, destacou a importância da parceria. “O diálogo enriquece muito o trabalho. O presidente Sérgio Ricardo tem um trânsito muito bom nas instituições públicas, o que é primordial para o sucesso de iniciativas como esta”. Já a secretária-geral de Controle Externo do Tribunal de Contas do Estado, Patrícia Lozich, adiantou que a equipe técnica está empenhada no projeto. “Já temos o conteúdo para fazer a parte da LRF e nos colocamos à disposição para avançar nisso”. 

 

Após a formalização da parceria, com a assinatura do acordo de cooperação, um grupo de trabalho deve ser criado para trabalhar no conteúdo da cartilha. Além das condutas vedadas a agentes públicos, foi sugerida a inclusão do tema de desincompatibilização do cargo.  

 

Jornalista: Nara Assis 

 

#PraTodosVerem: A imagem mostra uma reunião formal realizada em uma sala institucional, com dez pessoas sentadas ao redor de uma mesa retangular. Os participantes, entre homens e mulheres, estão atentos à conversa, sugerindo uma discussão séria e colaborativa. O ambiente é corporativo, com bandeiras ao fundo, um mapa na parede e móveis de escritório. A composição indica um encontro entre representantes de diferentes instituições públicas. No corpo do texto, tem outra foto que mostra os(as) participantes de pé, sorrindo para a foto. 

 

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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