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Distritos de Querência recebem mutirão eleitoral a partir desta terça (14)

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Dois distritos do município de Querência (a 754 km de Cuiabá) recebem mutirão eleitoral, visando o cadastramento biométrico. Nesta terça (14) e na quarta-feira (15), o mutirão ocorrerá no distrito de Brasil Novo. Já na quinta (16) e sexta-feira (17), será no assentamento Coutinho União. Ambos os mutirões ocorrerão nos Telecentros (centros comunitários informatizados) de cada comunidade, sempre no horário das 8h às 12h e das 13h às 17h, nas duas localidades. 

A ação, realizada por meio da 53ª Zona Eleitoral, busca alcançar a população das zonais rurais, em locais de difícil acesso ou distantes da sede do cartório. Dessa forma, facilita o acesso da comunidade rural aos serviços essenciais da Justiça Eleitoral, além de promover mais conforto e acessibilidade. 

De acordo com o chefe de Cartório da 53ª Zona Eleitoral, Tiago Lima Magalhães da Cunha, as localidades estão a mais de 100 quilômetros da zona urbana de Querência. “Esses mutirões são fundamentais para aproximar a Justiça Eleitoral das comunidades mais distantes, garantindo que todos os eleitores, inclusive os que vivem em áreas rurais, possam votar e participar da vida democrática em condições de igualdade”, destacou. 

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Os serviços ofertados são: alistamento eleitoral (confecção do primeiro título), revisão de dados cadastrais, transferência, emissão de segunda via, emissão de guia para pagamento de multas eleitorais, regularização do título e coleta biométrica. A iniciativa tem como foco o cadastramento biométrico, conforme a campanha Biometria 100%. O projeto busca a ampliação do cadastro da biometria para, pelo menos, 98% do eleitorado estadual em 2025. 

O município de Querência possui 17.460 pessoas aptas a votar. Do total, 13.260 (75,95%) pessoas já realizaram a coleta biométrica. Em contrapartida, 4.200 (24,05%) não efetuou o cadastro da biometria. O distrito de Brasil Novo tem 126 eleitores(as), no qual 101 (80,16%) coletaram a biometria e 25 (19,84%) não realizaram a coleta. Em Coutinho União, o eleitorado é de 147 pessoas. Enquanto 127 (86,39%) eleitores(as) possuem a biometria cadastrada, 20 (13,61%) ainda não prestaram o serviço.

Estrutura para atendimento 

A equipe do cartório eleitoral dispõe de toda a estrutura necessária para prestar os serviços e realizar o cadastro da biometria. Os três servidores vão operar kits biométricos, que contêm computador portátil, scanner para coleta biométrica, câmera digital para fotografia, pad para assinatura do eleitor ou da eleitora e case para ambientação e transporte dos equipamentos. 

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A biometria garante mais segurança no momento da votação, evita fraudes, diminui a interferência humana e promove maior praticidade. Para além do cadastramento das impressões digitais, esse processo envolve a fotografia do(a) eleitor(a) e a coleta de outros dados pessoais. 

Estagiária: Laís Guilherme (supervisão do jornalista Anderson Pinho) 

#PraTodosVerem: A imagem mostra uma eleitora sendo atendida por um servidor. A mulher usa uma camisa azul e o homem verte uma camiseta preta. Há um painel branco atrás da eleitora, usado para tirar a fotografia. Na mesa, impressoras e aparelhos eletrônicos estão distribuídos. 

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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