POLÍTICA NACIONAL

CAS debate criação da Rede Nacional de Observatórios da Mulher

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A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) promove nesta quarta-feira (2), às 14h, audiência pública para debater a proposta de criação da Rede Nacional de Observatórios da Mulher. A iniciativa busca integrar e fortalecer esforços dedicados à análise de dados, elaboração de diagnósticos e qualificação de políticas públicas voltadas à promoção da equidade de gênero e ao enfrentamento da violência contra as mulheres. 

A reunião, solicitada pela senadora Jussara Lima (PSD-PI), por meio do REQ 53/2025-CAS, integra a programação do Encontro Nacional de Observatórios da Mulher, que será realizado no dia seguinte (3), no Senado. “Será o primeiro encontro nacional presencial, com a reunião dos observatórios da mulher de todo o Brasil, ocasião estratégica para articular esforços, consolidar a proposta da Rede Nacional e fomentar a cooperação entre diferentes órgãos e instituições parceiros”, destaca a senadora. 

A proposta da Rede Nacional de Observatórios da Mulher foi construída a partir de solicitação apresentada pela senadora Augusta Brito (PT-CE) durante sua gestão à frente da Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher. A iniciativa parte do reconhecimento de que a articulação entre observatórios — já existentes ou em fase de implementação — é essencial para fortalecer a produção e o uso de informações, respeitando as especificidades regionais e promovendo uma abordagem cooperativa e sistêmica no enfrentamento das desigualdades de gênero. 

Nesse contexto, observatórios vinculados a diferentes esferas e instituições — como órgãos do Executivo, Legislativo, Judiciário, universidades, fundações e organizações da sociedade civil — exercem papel fundamental ao monitorar políticas públicas, analisar dados oficiais e propor soluções adequadas à realidade de seus territórios. 

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Como desdobramento da solicitação da Comissão Mista, o Observatório da Mulher contra a Violência do Senado Federal (OMV) realizou um levantamento nacional para mapear os observatórios voltados ao tema, identificar experiências relevantes em diferentes regiões do país e apontar as principais carências e dificuldades técnicas e operacionais para viabilizar a estruturação da rede. A partir desse trabalho, foram desenvolvidos produtos técnicos de apoio, entre eles o Protocolo de Criação de Observatórios da Mulher contra a Violência, elaborado em parceria com o Observatório Mulher Teresina. 

Criado em 2019, o Observatório Mulher Teresina representou o projeto-piloto de uma iniciativa do Senado Federal, por meio do OMV, voltada ao fomento de observatórios da mulher em nível microrregional.  

Jussara argumenta que a realização da audiência pública é fundamental para apresentar a proposta, debater sua relevância, qualificá-la e reconhecer o papel estratégico que os observatórios — locais, regionais e nacionais — desempenham na produção de evidências, no monitoramento de políticas públicas e no fortalecimento da resposta do Estado à violência de gênero. 

“Com isso, o Senado Federal reafirma seu compromisso com o enfrentamento à violência contra as mulheres e com a promoção de ações articuladas, sustentadas por dados e ancoradas na realidade dos diferentes entes subnacionais”, ressalta.  

Convidados 

Já confirmaram a presença no debate:  

  • Márcia Helena Carvalho Lopes, ministra de Estado das Mulheres; 
  • Camila Rocha Firmino, coordenadora-geral do Observatório Brasil da Igualdade de Gênero do Ministério das Mulheres; 
  • Marina Alves Amorim, pesquisadora da Fundação João Pinheiro; 
  • Mirlene Simões, pesquisadora do Observatório Caleidoscópio/Unicamp; 
  • Maria Teresa Firmino Prado Mauro, coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência do Senado Federal;  
  • Suzianne Santos, coordenadora do Observatório da Mulher Teresina;  
  • Rafaella Mikos Passos, assessora Especial de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e vice-diretora da Escola Nacional da Defensoria Pública da União; 
  • Ilana Trombka, diretora-Geral do Senado Federal.  
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A comissão ainda aguarda a confirmação de presença da ministra Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal; da deputada federal Iza Arruda, coordenadora-geral do Observatório Nacional da Mulher na Política da Câmara dos Deputados; da coordenadora-geral de Pesquisa do Observatório Nacional da Mulher na Política, Ana Claudia Oliveira; e da ministra Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha, presidente do Superior Tribunal Militar.  

Camily Oliveira, sob supervisão de Patrícia Oliveira. 

Como participar

O evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Políticas de proteção à criança devem ser prioritárias para emendas, aprova CDH

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A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou nesta quarta-feira (1º) projeto de lei complementar que inclui a proteção e a promoção dos direitos de crianças e adolescentes entre as políticas públicas consideradas prioritárias para receber recursos de emendas de bancada estadual.

O PLP 26/2025 altera a Lei Complementar 210, de 2024, para citar essas políticas na relação de ações prioritárias na destinação de recursos de emendas de bancada estadual. A proposta acrescenta crianças e adolescentes ao item que trata de direitos humanos, mulheres e igualdade racial. 

Pelo projeto, da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), as políticas de proteção e promoção dos direitos de crianças e adolescentes passam a ser consideradas prioridade na aplicação de recursos dessas emendas. Segundo Damares, a medida busca ampliar o alcance das emendas parlamentares de bancada e permitir a alocação de recursos públicos em políticas fundamentais para esse público. 

A matéria recebeu parecer favorável do senador Eduardo Girão (Novo-CE), lido na reunião pelo senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP). O projeto segue para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). 

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Dados sociais 

Na justificativa do projeto, Damares afirma que crianças e adolescentes formam um dos grupos etários mais vulneráveis do país. Ela citou dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) segundo os quais, em 2022, 24,5% das pessoas de até 17 anos viviam em extrema pobreza, em famílias com renda de menos de R$ 246 mensais por pessoa. O texto cita ainda mais de um milhão de casos de agressões contra crianças e adolescentes entre 2011 e 2021.

Diante desse quadro, a senadora defendeu que a inclusão das políticas para crianças e adolescentes entre as prioridades das emendas de bancada pode reforçar o financiamento de ações públicas voltadas a esse público. Segundo a senadora, “os números apontam para a necessidade permanente de o Estado proteger esse grupo etário e investir, mais e melhor, em políticas de proteção e de promoção dos direitos das crianças e adolescentes no país”. 

Para Eduardo Girão, a proposta reforça a prioridade na garantia dos direitos de crianças e adolescentes e a obrigação do Estado de adotar medidas que assegurem a proteção integral desse grupo.

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Segundo o relator, ao prever expressamente essas políticas entre as ações prioritárias das emendas de bancada estadual, o projeto “corrige lacuna significativa e assegura a alocação de recursos indispensáveis à promoção da dignidade e do desenvolvimento pleno desse grupo vulnerável”. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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