POLÍTICA NACIONAL

CPI ouve dono e executivo de bet e pode convocar Gusttavo Lima

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A comissão parlamentar de inquérito que investiga as apostas on-line, a CPI das Bets, deve votar nesta terça-feira (26), às 11h, requerimentos de convocação do cantor Gusttavo Lima e de convite ao youtuber Felipe Neto. Logo após votar os 29 requerimentos em pauta, a CPI tomará os depoimentos de CEO da Bet Nacional, João Studart, e do dono da Sportingbet, Marcus da Silva, além de delegados que investigam esquemas de lavagem de dinheiro relacionados a apostas.

Gustavo Lima

A relatora da CPI, senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), propõe ouvir Gusttavo Lima como testemunha para esclarecer seu envolvimento em propaganda de apostas virtuais e possíveis recebimentos irregulares (REQ 182/2024). O cantor chegou a ter pedido de prisão feito pela Justiça de Pernambuco, mas o caso teve pedido de arquivamento feito pelo Ministério Público do estado. O requerimento é de convocação, ou seja, de comparecimento obrigatório para depor.

Soraya Thronicke também solicita informações fiscais sigilosas de relatórios elaborados pela órgão federal que combate lavagem de dinheiro, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), referentes a Gusttavo Lima e duas de suas empresas. 

O secretário Nacional de Apostas Esportivas do Ministério do Esporte, Giovanni Rocco Neto, também pode ser convocado. O pedido nesse sentido (REQ 179/2024) é do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que é o vice-presidente da CPI das Bets.

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Felipe Neto

O convite a Felipe Neto (REQ 205/2024), feito pelo presidente da CPI, senador Dr. Hiran (PP-RR), tem objetivo de colher informações sobre como funciona a contratação e as recompensas feitas pelas empresas de apostas virtuais a influenciadores. Segundo Dr. Hiran, o depoimento é de interesse do colegiado em razão de Felipe Neto admitir “ter promovido a casa de apostas Blaze por cerca de 10 meses em 2023” e atribuir ao fato “uma das maiores falhas de sua carreira”. O requerimento de Felipe Neto é de convite, com comparecimento facultativo.

Donos de bets

Na segunda parte da reunião, a CPI ouvirá o proprietário do site brasileiro de apostas Sportingbet, Marcus da Silva, que é investigado pelos senadores. O mesmo ocorrerá com o CEO da Bet Nacional, João Studart. A CPI espera colher informações sobre o funcionamento das empresas e sua conformidade com a legislação. Ambos foram convocados. 

Ainda serão ouvidos os delegados Erick Salum, do Distrito Federal, e Paulo Gustavo Gondim Borba Correia de Sousa, de Pernambuco. Ambos atuam em operações envolvendo bets, sendo que Sousa coordena a Operação Integration, que levantou as suspeitas envolvendo Gusttavo Lima.

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Convites

Outros 22 requerimentos a serem analisados são convites para prestar informações. Na lista estão representantes das empresas de aposta UpBet, Multibet e da Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj), além da empresa de pagamentos Pix2Pay. O CEO da Pixbet, Ernildo Júnior Farias, também pode ser chamado, mas como testemunha e sob convocação.

Autoridades públicas também podem ser convidadas como representantes dos seguintes órgãos:

  • Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf);
  • Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel);
  • Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda;
  • Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça e Segurança Pública;
  • Defensoria Pública do estado do Rio de Janeiro;
  • Polícia Civil dos estados de Pernambuco e de Alagoas.

Ainda há requerimentos que convidam estudiosos e pesquisadores de direito e também do campo da psiquiatria.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Lei amplia proteção a doméstica resgatada de trabalho análogo à escravidão 

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou, com um veto, a lei que amplia a proteção a trabalhadoras domésticas resgatadas de condições análogas à escravidão. A norma garante prioridade no acesso ao Bolsa Família, amplia de três para seis parcelas o seguro-desemprego, cria medidas protetivas e prevê programas de reinserção no mercado de trabalho para as vítimas.

Publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (2) como a Lei 15.455/26, a norma tem origem no PL 5760/23, de autoria do deputado Reimont (PT-RJ), aprovado pela Câmara em dezembro de 2024, e pelo Senado no início de junho. O texto também endurece as penas para crimes praticados contra trabalhadores domésticos e altera regras de fiscalização do trabalho na categoria.

A lei permite que juízes adotem medidas protetivas semelhantes às previstas na Lei Maria da Penha, como:

  • afastamento do agressor do domicílio ou do local de trabalho;
  • proibição de contato com a vítima e seus familiares;
  • encaminhamento da trabalhadora à rede de assistência social e psicossocial;
  • e acolhimento emergencial da vítima e sua inclusão no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
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A norma ainda aumenta a pena para lesão corporal praticada contra trabalhador doméstico e permite que a fiscalização do trabalho seja realizada mediante autorização do próprio empregado quando ele residir no local da prestação do serviço.

Segundo dados citados pelo relator do texto no Senado, o senador Paulo Paim, o Brasil registrou 2.772 resgates de pessoas em situação de trabalho análogo à escravidão em 2025, alta de 26,8% em relação aos 2.186 casos registrados em 2024, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.

Veto
O presidente vetou o dispositivo que atribuía ao Poder Judiciário a determinação da inclusão da vítima entre os beneficiários do seguro-desemprego. Na mensagem de veto, o governo argumenta que a exigência criaria uma etapa adicional para acesso ao benefício e poderia atrasar o pagamento. O Congresso Nacional ainda poderá analisar o veto.

Como denunciar
Casos de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciados por meio do Sistema Ipê, canal oficial do governo federal disponível na internet. As denúncias podem ser feitas de forma anônima.

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Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado

Fonte: Câmara dos Deputados

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