POLÍTICA NACIONAL

Paim destaca avanços e desafios na inclusão de autistas

Publicado em

O senador Paulo Paim (PT-RS) registrou em pronunciamento a passagem do Dia Mundial da Conscientização sobre o Autismo, celebrado nesta quarta-feira (2). Ele citou a estimativa de que há no Brasil cerca de 2 milhões de pessoas autistas e ressaltou que o país possui uma das legislações mais avançadas do mundo sobre direitos das pessoas com deficiência. Apesar disso, Paim afirmou que ainda há preconceito e falta de políticas públicas inclusivas.

— Nos últimos anos, as leis que beneficiam e protegem [essa parcela da população], asseguram direitos, estimulam a participação na vida comunitária, promovendo a sensibilidade e a inclusão das pessoas com deficiência, têm avançado: Lei de Cotas, Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, Lei dos Autistas, Estatuto da Pessoa com Deficiência. São inúmeras as conquistas legais para as pessoas. O que importa é que as coisas avancem e os direitos sejam respeitados. Temos uma das mais ricas e avançadas legislações do mundo, mas, na prática, crianças, jovens e adultos com deficiência ainda enfrentam obstáculos, sofrem com o preconceito e a falta de políticas públicas mais inclusivas — disse. 

Leia Também:  Comissão aprova reduzir carga horária de agente de saúde para 30 horas semanais

Paim mencionou a Lei Berenice Piana, de 2012, que instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, e comemorou a recente votação do Projeto de Lei 4.262/2020, que aborda a terapia nutricional para pessoas autistas, na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Ele reconheceu o esforço coletivo dos senadores na construção dessas políticas e elogiou a Presidência do Senado por priorizar o tema no Dia Mundial da Conscientização sobre o Autismo.

O parlamentar também destacou a Lei Romeo Mion, sancionada em 2020, que criou a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, facilitando o acesso a políticas públicas específicas. Ele citou também o Estatuto da Pessoa com Deficiência e reconheceu a contribuição do senador Romário (PL-RJ) para a consolidação da norma.

— Lembro que o Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência) traz direitos às pessoas com todos os tipos de deficiência, seja física, visual, auditiva, tenham elas síndrome de Down, estejam dentro do espectro autista. Segundo o IBGE, em 2022, o Brasil tinha mais de 17 milhões de pessoas com deficiência. É preciso dar visibilidade a essas pessoas, trazê-las para o centro da cena, oferecer trabalho e renda, oferecer dignidade. Inclusão é perceber as pessoas para além das limitações. O que realmente falta são recursos que garantam igualdade a todos, a começar pela educação — afirmou.

Leia Também:  Avança política para fortalecer produção de alimentos dos povos tradicionais

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLÍTICA NACIONAL

Lei amplia proteção a doméstica resgatada de trabalho análogo à escravidão 

Published

on

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou, com um veto, a lei que amplia a proteção a trabalhadoras domésticas resgatadas de condições análogas à escravidão. A norma garante prioridade no acesso ao Bolsa Família, amplia de três para seis parcelas o seguro-desemprego, cria medidas protetivas e prevê programas de reinserção no mercado de trabalho para as vítimas.

Publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (2) como a Lei 15.455/26, a norma tem origem no PL 5760/23, de autoria do deputado Reimont (PT-RJ), aprovado pela Câmara em dezembro de 2024, e pelo Senado no início de junho. O texto também endurece as penas para crimes praticados contra trabalhadores domésticos e altera regras de fiscalização do trabalho na categoria.

A lei permite que juízes adotem medidas protetivas semelhantes às previstas na Lei Maria da Penha, como:

  • afastamento do agressor do domicílio ou do local de trabalho;
  • proibição de contato com a vítima e seus familiares;
  • encaminhamento da trabalhadora à rede de assistência social e psicossocial;
  • e acolhimento emergencial da vítima e sua inclusão no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
Leia Também:  Zequinha homenageia Assembleia de Deus de Vigia (PA) e destaca força do agro

A norma ainda aumenta a pena para lesão corporal praticada contra trabalhador doméstico e permite que a fiscalização do trabalho seja realizada mediante autorização do próprio empregado quando ele residir no local da prestação do serviço.

Segundo dados citados pelo relator do texto no Senado, o senador Paulo Paim, o Brasil registrou 2.772 resgates de pessoas em situação de trabalho análogo à escravidão em 2025, alta de 26,8% em relação aos 2.186 casos registrados em 2024, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.

Veto
O presidente vetou o dispositivo que atribuía ao Poder Judiciário a determinação da inclusão da vítima entre os beneficiários do seguro-desemprego. Na mensagem de veto, o governo argumenta que a exigência criaria uma etapa adicional para acesso ao benefício e poderia atrasar o pagamento. O Congresso Nacional ainda poderá analisar o veto.

Como denunciar
Casos de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciados por meio do Sistema Ipê, canal oficial do governo federal disponível na internet. As denúncias podem ser feitas de forma anônima.

Leia Também:  Comissão aprova projeto que permite a motorista apresentar laudo extra sobre adaptações de carro

Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado

Fonte: Câmara dos Deputados

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA