POLÍTICA NACIONAL

Laércio critica medidas provisórias do setor de gás natural e de ZPEs

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Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (12), o senador Laércio Oliveira (PP-SE) criticou a edição de duas medidas provisórias que, segundo ele, criam incentivos direcionados ao atendimento de agentes específicos.

MP 1.304/2025disse o senador, substitui a geração de energia de usinas termelétricas por hidrelétricas e limita as políticas públicas do setor de energia que serão custeadas pelo consumidor final. Já MP 1.307/2025, entre outros pontos, exige o uso de energia renovável em novos projetos de empresas instaladas em zonas de processamento de exportação (ZPE).

— Não é adequada, nem democrática a edição de medidas que privilegiem alguns agentes em detrimento dos demais, sem que haja racionalidade técnica que possa justificar tais procedimentos — afirmou.

Laércio elogiou a intenção do Ministério de Minas e Energia de reduzir custos dos sistemas de escoamento e processamento de gás. Mas afirmou que as iniciativas devem permitir amplo acesso para que todos os setores possam competir pelo gás mais barato. Ainda de acordo com o senador, não faz sentido estabelecer que novos projetos de zonas de processamento de exportação tenham apenas consumo de energia renovável, o que inviabilizaria, por exemplo, a instalação de um data center em ZPEs. 

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— Não faz qualquer sentido estabelecer que as Zonas de Processamento de Exportação, as famosas ZPEs, tenham consumo somente de energia renovável de novos projetos. Isso é um absurdo! –, ressaltou o parlamentar.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Nova lei cria Universidade Federal Indígena, com sede em Brasília

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a Lei 15.418/26, que cria a Universidade Federal Indígena (Unind). A norma foi publicada nesta sexta-feira (29) no Diário Oficial da União (DOU).

Vinculada ao Ministério da Educação, a instituição terá sede em Brasília e poderá manter campi em diferentes regiões do país para atender às especificidades dos povos indígenas.

A nova universidade terá como foco a oferta de ensino superior, pesquisa e extensão universitária voltados à realidade dos povos originários.

A lei prevê ainda a valorização dos saberes tradicionais, a promoção da sustentabilidade socioambiental dos territórios indígenas e a preservação das culturas, histórias e línguas dos povos indígenas do Brasil e da América Latina.

Seleção e gestão
A Unind poderá adotar processos seletivos próprios, com critérios específicos que garantam um percentual mínimo de vagas para candidatos indígenas. A mesma regra valerá para concursos públicos destinados ao quadro efetivo da instituição.

A lei também determina que os cargos de reitor e vice-reitor sejam ocupados por docentes indígenas. Até a estruturação da universidade, o Ministério da Educação nomeará dirigentes com mandato temporário.

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A criação da universidade teve origem no Projeto de Lei 6132/25, do Poder Executivo, aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado este ano.

Da Agência Senado
Edição – Marcia Becker

Fonte: Câmara dos Deputados

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